domingo, 13 de outubro de 2013

Colosso de Rhodes

#ADM Poseidon



O Colosso de Rodes era uma gigantesca estátua do deus grego Hélios, colocada na entrada marítima da ilha grega de Rodes, no mar Egeu. Ela começou a ser esculpida em 292 a.C. e foi finalizada em 280 a.C. pelo escultor Carés de Lindos.  É considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

Tendo 30 metros de altura e 70 toneladas de bronze. Estatua possuía um pé em cada margem do canal que levava ao porto de modo que qualquer barco que adentrasse a ilha passaria entre suas pernas. Na sua mão direita havia um farol que guiava as embarcações à noite. Era uma estátua tão imponente que um homem de estatura normal não conseguia abraçar o seu polegar.

Foi construída para comemorar a retirada das tropas macedônias do rei Demétrio, que tentavam conquistar a ilha. Demétrio era filho do general Antígono, que herdou de Alexandre uma parte do império grego. O material utilizado para sua confecção foram as armas abandonadas pelos macedônios no lugar.


Apesar de imponente, o Colosso de Rodes ficou em pé durante apenas 55 anos, pois em 226 a.C, um terremoto a jogou no fundo da baía. Ptolomeu III se ofereceu para reconstruí-la, mas (por recomendação de um oráculo) os habitantes da ilha recusaram por achar que haviam ofendido Hélios. E no fundo do mar ainda era tão impressionante que muitos viajaram para vê-la lá em baixo, onde foi esquecida até a chegada dos árabes, no século VII, que venderam os restos como sucata.

Foram necessários novecentos camelos para transportá-la. A estátua, uma obra maravilhosa, levou Carés a suicidar-se logo após tê-la terminado, desgostoso com o pouco reconhecimento público.

Em 2008, a arqueóloga alemã Ursula Vedder contestou a localização do Colosso de Rodes, baseada na falta de evidências submersas de fragmentos da estátua na região do porto. A arqueóloga supôs que a estátua estivesse totalmente em terra firme, numa montanha situada sobre a histórica cidade de Rodes.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Ilha de Avalon

#ADM Poseidon

"Para se chegar a Avalon era preciso saber o encantamento que abriria as névoas e chamaria a barca que o levaria pelo lago até à ilha. Somente os iniciados e alguns homens do povo do pântano (que conduziam as barcas) sabiam o caminho para Avalon. Quem ousasse transpor as brumas sem saber o encantamento ficaria perdido, para sempre, vagando entre os dois mundos."



Avalon deve muito de seu mistério às lendas celtas que a consideram uma porta de passagem para outro nível de existência. 

Uma existência povoada de magia e amplitude espiritual. 

Também era chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro, onde seres mágicos, isolados do mundo mortal, desfrutam a eternidade. 

O nome tem origem no semi-deus celta Avalloc.

Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury, há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon


 Ele aparece pela primeira vez Historia Regum Britanniae ("A História dos Reis da Bretanha") de Geoffrey of Monmouth como o lugar onde a espada do Rei Arthur Excalibur foi forjada e posteriormente para onde Arthur é levado para se recuperar dos ferimentos após a Batalha de Camlann. Como uma "Ilha dos Bem-aventurados" Avalon tem paralelo em outros lugares na mitologia indo-europeia, em particular a Tír na nÓg irlandesa e a Hespérides grega, também conhecidas por suas maçãs. Avalon foi associada há muito tempo com seres imortais, como Morgana Le Fay.

É virtualmente impossível estudar as tradições relativas a Arthur e ao Graal sem encontrar o outro mundo. Nenhum outro lugar é tão evocado no Outro Mundo celta como Avalon. Derradeiro lugar de repouso de Artur, é lá que ele aguarda a chamada para novamente servir a Terra, para terminar o trabalho que ficou por concluir depois do final da Demanda de Graal e da batalha sangrenta de Camlan que exterminou a Confraria da Távola Redonda.




segunda-feira, 22 de julho de 2013

God of War - Livro - Prólogo

#ADM Poseidon

- Por MATTHEW STOVER e ROBERT E. VARDEMAN




PRÓLOGO

À borda de um penhasco sem nome, ele põe-se de pé: uma estátua de mármore travertino, pálida como as nuvens do céu. Ele vê que não há cores na vida, nem nos cortes escarlates das suas tatuagens, nem nos retalhos apodrecidos de seus pulsos, onde as correntes rasgaram sua carne. Seus olhos são pretos como a tempestade agitada que marca o Egeu abaixo, que termina com a espuma que se aferventa nas rochas acidentadas. Cinzas, somente cinzas, desespero, e o chicotear da chuva infernal: essas são suas recompensas por dez anos de serviço aos deuses. Cinzas e putrefação e decadência, uma morte solitária e fria.

Seu único sonhos agora é o esquecimento...


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Kratros - A Traição de Zeus

#ADM Kratos



LEMBRANDO: ESTE POST CONTEM SPOILERS PESADOS SOBRE A HISTORIA DO GAME E SE VOCÊ AINDA FOR JOGAR O JOGO PENSE DUAS VEZES ANTES DE LER!


Na minha humilde opinião foi o jogo que mais me envolveu na historia, mas deixando isso de lado... Já que o primeiro post foi sobre a Origem (God of War - Ghost of Sparta) e o segundo sobre a busca de vingança contra Ares (God of War I), esse Post dará continuidade a saga, ou seja sera sobre God of War II. Mas futuramente Farei um post sobre God of War - Chains of Olympus, pois é o game que está antes do GOW I e do GOW II Cronologicamente. após a conclusão desse post irei criar um sumario cronológico para todos não se confundirem com a linearidade dos posts sobre Kratos.

Iniciando a historia... Anteriormente Kratos começa a ter visões após se tornar deus e vai investigar... (ai isso é contado no post sobre a origem de Kratos, que a verdade é revelada por sua mãe Callisto) Após derrotar Thanatos e levar o corpo inerte de seu irmão Deimos até a cova que o "Grave Digger" ou "Coveiro misterioso" tinha cavado (o mesmo de GOW I), Atena pede desculpas pelo acontecido com seu irmão e de não ter revelado a verdade, mas Kratos diz que os deuses iriam pagar por tudo que aconteceu. Atena o chama de irmão, mas Kratos não da ouvido e continua ate o templo e se senta ao trono.


Kratos usando a God of War Armor
O game se inicia imediatamente com no final de Gow- Ghost of Sparta com Kratos sentado em seu trono de Deus (um detalhe a armadura que ele esta vestido a "God of War Armor" que foi conseguida no final do game Gow- Ghost of Sparta - mas isso é só uma informação adicional). Seu exercito Espartano Estava atacando a cidade de Rhodes a suas ordens, quando Atena, que tinha uma relação de mais amizade com Kratos foi enviada para para-lo, mas ele não da ouvidos e vai pessoalmente atacar a cidade (igual a Ares atacando a cidade de Atenas... Na forma Gigante). Mas quando começa com a destruição avista uma águia, que quando se aproximava encosta em suas e absorve o poder que o deixa gigante. Num urro de ira grita: "Atena!!!" (ele pensa que é Atena metamorfoseada em águia, mas depois sera revelado quem é...), após a águia ter se afastado ela transmite os poderes que absorveu de Kratos para o colosso de Rhodes (estatua do padroeiro de Rhodes toda de ouro, apenas no game, tinha a imagem de Hélios o deus do sol) que toma vida e começa a se movimentar de uma forma agressiva na direção do Deus da guerra.



 Kratos teve dificuldade de enfrentar o gigante mas consegue infligir ao colosso algum dano como arrancar sua mão de ouro e tirar a visão de um dos olhos. Quando Kratos estava se aproximando do gigante em mais uma de suas investidas, uma voz vinda do céu: "Kratos, eu lhe concedo a Blade of Olympus (Lâmina do Olimpo) para lhe auxiliar em sua luta". Kratos percebe que a voz divina vinda do céu era de Zeus e nega-se a usar a espada pois não precisava de ajuda para derrotar o colosso. Zeus insiste dizendo que era a unica maneira de vencer era absorver a energia do gigante com a espada. Kratos vai até a espada e quando a toca seu poderes divinos são todos absorvidos tirando-lhe os poderes a força de suas Lâminas de Atena (que lhe foram trocadas após derrotar Ares).


Blade of Athena
 (Após o fortalecimento por sangue duante o jogo)
Blade of Olympus
(Sem a chama do Olimpo)






Kratos consegue manusear a lâmina após ceder seus poderes divinos, mas apenas depois percebe que seus poderes foram absorvidos. ele corta o abdômen do colosso e isso da acesso ao seu interior que estava energizado por seus poderes absorvidos pela águia anteriormente. Kratos crava a espada em cada ponto de energização até que quando destrói o ponto principal na cabeça da estrutura o colosso entra em colapso e Kratos salta por sua boca. Quando chega ao chão olha para os céus e grita enfurecido dizendo que aquilo não era nada e que ganhara do colosso sem seus poderes divinos. Enquanto Kratos orgulhoso ao extremo gabava-se de sua força, o gigante que estava caindo em colapso quando a sua mão (a que estava inteira) acerta Kratos o amassando, sua armadura aguentou o impacto mas ela havia se quebrado em pedaços e seu corpo estava fraco e machucado.

           

Quando a águia que estava sobrevoando a plataforma aparece diante de Kratos se transformando em sua forma verdadeira revelando que não era Atena e sim Zeus que acabava de trai-lo mandando a espada para absorver seus poderes e perder a batalha. Zeus aparece e diz: "você acha que eu iria deixar-lo ameaçar o Olimpo e que eu iria ficar apenas olhando?". Kratos tentando reaver sua força tenta alcançar a espada cravada a metros de distancia, mas entre ele e a espada estava Zeus pronto para para-lo. Ele ataca o pai do Olimpo sem sucesso por estar enfraquecido e lento e Zeus pegando a Lâmina agora com o poder de Kratos a crava em seu abdômen e diz: "meu filho você foi tolo em se rebelar contra nós, seu orgulho foi sua derrota!" (Zeus revela-se como pai de Kratos) Zeus desencrava a espada e com um golpe no vento a espada liberou uma onda de energia que dizimou o exercito espartano e o exercito de mortos-vivos.


Zeus já havia partido com a espada em mãos quando a vida já havia deixado o corpo de Kratos, as mãos da morte já estavam levando-o para os domínios de Hades, quando uma voz o cura e o guia para fora da fenda do inferno (mais tarde descobre que a voz era de Gaia, a voz que narra a historia dos três games, uma dos titãs que ainda estavam vivos, pois só havia relatos de Atlas que estava segurando a terra, Chronos que carrega o templo de pandora nas costas através do deserto das almas perdidas, Prometeu que estava sempre sendo torturado pelo falcão de Zeus, Typhon que estava preso em uma montanha após a guerra contra os deuses e Gaia estava Presa em um lugar desconhecido). Gaia lhe ofereceu ajuda com sua vingança já que sozinho ele não tinha chances contra todos os deuses do Olimpo e que para isso ele teria que ir até as irmãs do destino para resgatar através do tempo os titãs que haviam morrido na guerra contra os deuses.


Kratos parte a caminho do templo (mas como todos sabem não vai ser tão fácil assim né...), e no caminho encontra com personagens mitológicos como: Prometeu, Teseu, Perseu, Ícaro, o Pegasus, Euriale (uma das irmãs de Medusa), etc... E alguns Titãs (realmente gigantes) como: O Thyphon, Atlas, Gaia, Chronos, etc. E como todos sabem... Ele acaba sempre encontrando alguns acessórios e magias que não são de se jogar fora... No caso desse game ele passa a usar o Golden Fleece (protetor de ouro que passa a usar no braço direito, retirado do próprio estomago do Cerberus), a Spear of Destiny (Lança magica que estica, conseguiu com o domador do grifo negro), o Barbarian Hammer (foi conseguido do rei bárbaro que tinha sido ressuscitado para impedir Kratos), o Typhon Bane (arco retirado do próprio olho do titã Typhon por Kratos, da o poder de criar flechas de vento), a Euriale's Head (é o mesmo esquema da Medusa's Head, transforma os inimigos em pedra), as asas de Ícaro (permite que Kratos voe ou plane por um tempo limitado),a Crono's Rage (igual ao Poseidon's rage só que aprimorado e ao invés de você ser o nucleo dos raios são criados Orbs que fazem o serviço por você) e o Atlas Quake (faz com que Kratos crie terremotos e que pedras voem da terra esmagando seus inimigos). Alem do Rage of Titans, que é o aprimoramento do Rage of Gods do primeiro game, que como todos sabem o deixa praticamente invencível até passar o efeito.

Encontro de Kratos com o Titã Typhon
Após sua longa jornada e seus perrengues durante ela... Kratos chega ao templo das Moiras (As irmãs do destino) e com isso chega ao ponto de que uma das irmãs o leva ao passado, até a luta contra Ares, com a finalidade de destruir a Blade of Gods que Kratos mata Ares, Mas como sempre ele derrota ela mata as outras e volta ao momento em que Zeus o estava matando, agora mais poderoso que nunca e com as forças renovadas a batalha final tem inicio. Kratos consegue fazer Zeus sair de sua forma gigante o infligindo danos severos, quando Kratos pega a Blade of Olympus e a investe contra o peito de Zeus, Atena pula a sua frente e toma o golpe certeiro em seu abdômen. Zeus ja havia se retirado do local, e Atena antes de morrer diz que nenhum deus iria perdoar a vingança de Kratos e que protegeriam Zeus com sua vida, ela também revela que Zeus é pai de Kratos (o que já era bem obvio né...) e morre. As partículas de Atena diferentemente de Ares não implodiram em um grande caos, mais sim em uma onda verde de poder. Kratos levanta e diz: "Se todo o Olimpo não aceita minha vingança então todo o Olimpo irá morrer! Eu tenho vivido na sombra dos Deuses por muito tempo! O tempo dos Deuses está chegando ao fim!". Quando Kratos volta para seu novo futuro agora mudado, voltou ao passado e resgatou os titãs como combinado com Gaia.


Após fugir de Kratos, Zeus pede a ajuda dos Deuses ainda vivos (Hades, Poseidon, Hermes, Hélios, Hércules, Hefesto, Hera e Afrodite. Acho que as ultimas duas foram meio invalidas contra Kratos... e a Afrodite ainda deu uma reforçada nele...). No meio da Reunião o chão começara a tremer e quando todos foram ver o que causava os tremores depararam-se com uma legião de titãs e encima de Gaia estava Kratos apontando a Blade of Olympus e dizendo: "Zeus o seu filho voltou! e trouxe a detruição de todo o Olimpo!"

E ai aquela tela escrito: "The End Begins..." e aquele gostinho de querendo mais e mais do game... e o que nos leva ao proximo: God of War III, Que tem inicio logo após o termino do segundo jogo cronologicamente.




Próximo Post: Kratos - O Fim Começou

Ritual a Poseidon

#ADM Poseidon

Vá até a praia, pegue uma pedra banhada pela água salgada (água doce também funciona, mas a salgada é mais poderosa), pegue moedas, colares e coisas de verdadeiro valor e desnua-se. Por completo. Ponha a pedra em uma de suas mãos, molhe as oferendas na água e segure-as em outra mão. E diga:


"Poseidon, deus de cabelos escuros de todas as águas, por cuja vontade é só fazer marinheiros saíram em segurança. Senhor das profundezas do Mar Negro, que roda escura e profunda, rápida no meio, com certeza em ação, fervoroso de sentimento, todo o capricho do oceano é seu, Ó Poseidon, um esmagador, eu louvo em honrá-lo. Poderoso Poseidon, infortunável deus, eu rezo para você. Você está em cujo toque nascentes de água doce por diante, em cujo capricho a terra se rompe sob nossos pés, cujo poder puro que sentimos em nossos ossos e nosso sangue, mostre-me a essência da vida, a ira de vida, me puxe como a maré, conceda-me porto seguro enfim, e me proteja de tempestades"

Uma oração poderosa, principalmente a navegadores.... Não abuse de pedidos, quanto maior a oferenda, mais poderoso o pedido lhe cederá...


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Esparta (CIDADE-ESTADO POLÍTICO)

#ADM Poseidon


Esparta e seu modelo de organização política se distinguiram radicalmente do adotado pelos atenienses, lembrando os remotos tempos em que vigorou em Atenas o sistema oligárquico.

A composição da sociedade espartana contribuiu para que a democracia nunca se estabelecesse naquela cidade-estado. Hierarquicamente separados, a população de Esparta se classifica em três grupos bem distintos: os espartanos (não me diga), nobres de nascimento e politicamente privilegiados; os periecos, aqueles que ocupavam posição inferior, desfrutando de liberdade limitada; e os hilotas, pura e simplesmente os servos.

A constituição política espartana previa a existência de dois reis, oriundos de famílias nobres; de um Conselho, denominado Gerúsia, que era composto por um grupo de 28 anciãos mais os dois reis, todos deveriam ter mais de 60 anos; de uma Assembléia, chamada Apella e composta pelos espartanos com mais de 30 anos, os quais tinham direitos muito mais limitados do que os anciãos atenienses; e de cinco Éforos, magistrados eleitos por um período de um ano, que eram bastante poderosos, podendo inclusive interferir nas ações dos reis.

Em suma, os espartanos mantiveram um sistema político no qual prevaleceu a monarquia dual, que tinha nos éforos os representantes da aristocracia e contrabalançar a autoridade dos reis e da Gerúsia. Tal sistema foi um reflexo do espírito conservador dos espartanos.


Apesar das variações políticas encontradas entre as diversas cidade-estados, a economia grega permaneceu vinculada à administração da unidade domiciliar, do oikos. Isso não significa que não havia comércio, pois, como no caso de Atenas, media-se riqueza pela quantidade de terras e pela quantidade de produtos produzidos, que podia ser verificada por meio de trocas.

Nem sempre a produção de alimentos era suficiente para prover toda a população. O cultivo de grãos é um exemplo disso, pois as videiras e oliveiras gradualmente passaram a ocupar as terras aráveis, tornando-se necessário importar cereais para garantir o abastecimento de várias cidades gregas.


O cultivo de outros produtos em detrimento dos grãos era justificável, já que o vinho e o azeite rendiam lucros maiores aos seus produtores. Segundo registros dos séculos V e IV a.C., um fazendeiro, ao destinar sua propriedade um espaço para as videiras, podia ganhar até 20 vezes mais do que plantando grãos no mesmo local.

Em Esparta a propriedade estatal da terra foi divida entre os espartanos (cidadãos), mas não podiam ser vendidas ou repassadas. Na prática, o dono da terra era o Estado, mas quem ficava responsável por explorá-lo era o cidadão espartano, com a utilização da mão de obra dos hilotas (escravos que eram propriedade do Estado), dos periecos (homens de condição intermediária entre os cidadãos e os escravos) e dos escravos.

Na cidade-estado de Atenas, as reformas políticas incentivaram o desenvolvimento comercial e artesanal, transformando-a em uma das cidades-estados economicamente mais fortalecidas da região. Sólon foi um dos legisladores que contribuiu para simplificar as transações comerciais, já que instituiu um sistema monetário e padronizou os pesos e as medidas.


Deméter

#ADM Poseidon



Deméter é a deusa grega da vegetação e da fecundidade, e era conhecida pelos romanos como Ceres. Ela era filha de Cronos (Saturno) e Réia, e irmã de Zeus. Embora Deméter não fosse uma dos 12 deuses do Olimpo (em algumas fontes ela é inclusa nesse grupo), suas origens podem ser traçadas voltando a tempos muito antigos, possívelmente na deusa egípcia Ísis. Seu nome significa "deusa mãe" ou "mãe de cevada". O nome romano de Deméter, Ceres, é derivado da palavra cereal, usada para se referir a todos os tipos de grãos. A palavra espanhola para a cerveja, cerveza, também vem do nome da deusa romana, porque a cerveja é feita de cevada.

Deméter teve uma filha com Zeus chamada Perséfone ("a de braços brancos"). As figuras de Deméter e Perséfone estão intimamente relacionadas, e certos aspectos de Perséfone - por exemplo, como uma deusa do submundo - também estão associados a Deméter em diferentes versões do mesmo mito.


Em um conto, Hades, o governante do submundo, se apaixonou por Perséfone e a raptou para torná-la sua rainha. Deméter passou nove dias e nove noites em busca de sua filha, tendo uma tocha. Quando ela não conseguiu encontrar Perséfone, ela tomou a forma de uma mulher velha e sentou-se junto a um poço na cidade de Eleusis, Que era governado pelo rei Celeus. As filhas do rei logo vieram para tirar água do poço e viram a velha, que parecia estar chorando. Com pena dela, elas pediram que ela voltasse para casa com eles para descansar sob o seu teto e tomar um refresco. No palácio, a rainha, Metanira, e os seus servos mostraram tanta hospitalidade, que Deméter concordou em ficar e cuidar de Demofonte, filho do rei.

Deméter planejou secretamente recompensar o rei e a rainha, fazendo seu filho virar imortal. Durante o dia, ela alimentou o menino com ambrosia, o alimento dos deuses. À noite, ela deitou-o nas cinzas da fogueira para queimar sua mortalidade. No entanto, uma noite, uma das criadas da rainha viu Deméter colocar o menino no fogo e disse a rainha. Metanira surpreendeu Deméter e gritou para ela parar. Deméter então revelou sua verdadeira identidade e proclamou que a criança não seria imortal, mas cresceria para fazer grandes coisas. Segundo a lenda, Triptolemus (talvez um outro nome para Demofonte) viajou ao redor do mundo levando a agricultura à todos os povos do mundo. Deméter ordenou que o rei construisse um templo para ela e ensinou-lhe os ritos secretos que as pessoas deveriam executar em sua honra.

Ainda sofrendo por Perséfone, Deméter negligenciou a terra. Como resultado, todas as culturas murcharam e morreram, e a fome se espalhou pelo mundo inteiro. Zeus ficou alarmado, porque temia que todos os seres humanos morreriam, não restando ninguém para realizar sacrifícios aos deuses. Mas Deméter não restauraria a vida na terra a menos que Perséfone fosse devolvida para ela. Zeus convenceu Hades a libertar Perséfone, mas durante a sua estada no submundo, ela tinha comido algumas sementes de romã. Devido a isso, Perséfone estava sempre ligada a Hades e obrigada a passar parte do ano com ele apenas no submundo e parte na terra com sua mãe. Esta história foi usada para explicar o ciclo das estações. Quando Deméter estava sem a filha, então a terra era estéril. Quando sua mãe estava com Perséfone, as plantas voltavam a crescer.



Os ritos realizados em honra de Deméter tornaram-se os mistérios de Elêusis, uma das cerimônias mais importantes da Grécia antiga. Os estudiosos ainda não sabem tudo o que acontecia durante os ritos secretos. No entanto, acredita-se que os mistérios envolviam o jejum, uma procissão de Atenas para Eleusis, danças sagradas, e uma reconstituição da história de Perséfone. Para aqueles que participaram foi prometido um futuro especial no submundo após a morte.

Deméter também teve um casal de gêmeos chamados Despina ("a deusa das sombras invernais") e Árion, com seu irmão Poseidon. Ela abandonou a menina sem nome ao nascimento para procurar Perséfone quando raptada. Despina, que representa o inverno, é o oposto de sua irmã, Perséfone, que representa a primavera e de sua mãe, Deméter, deusa da agricultura. O filho chamado Árion, era um cavalo de crinas azuis, tinha o poder da fala e de ver o futuro. Foi o cavalo mais rápido de todos os tempos e ajudou muitos heróis bravamente em suas conquistas. Ela também é uma das deusas que tiveram filhos com mortais, e teve com o herói cretense Iásio o deus Pluto. Um fragmento do Catálogo de Mulheres, de Hesíodo, sugere que Deméter teve um outro amante mortal, Eetion, que foi fulminado por um raio de Zeus . Alguns críticos consideram que Iásio e Eetion são a mesma pessoa