domingo, 7 de julho de 2013

Brahma

#ADM Poseidon




Brahma (não é a cerveja), ou Brama, é o primeiro Deus Trimúrti, a trindade do hinduísmo (os outros são Vixnu e Shiva). Brahma é considerado a representação da força criadora de todo o universo. A mente cósmica, para alguns. Depois que o universo é destruído por Shiva, no oceano primordial se encontra Vixnu dormindo e flutuando (em meio à destruição do universo, a criatura dormindo). Quando o próximo universo está pronto para nascer, Brahma surge montado numa flor de Lótus brotada do umbigo de Vixnu e recria todo o Universo.

Depois que Brahma cria o universo, ele permanece em existência por um dia de Brahma, que vem a ser aproximadamente 4 320 000 000 anos no calendário hindu. Quando Brahma vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo. Quando ele acorda de novo, ele recria toda a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brama.

A base de Brahma é Sarasvati, o conhecimento. Assim Brahma está sentado num cisne. O cisne tem a capacidade de separar o leite da água, assim como, o conhecimento é a capacidade de separar o real do não real (absoluto de maya).
Em suas quatro mãos Brahma sustenta um lotus, os vedas, um vaso contendo amrita e abaya mudrã. O lotus representa o símbolo da pureza. Os vedas são as escrituras sagradas contendo todo o conhecimento da criação e o meio para o conhecimento. O amrita é o néctar da imortalidade e abaya mudrã abençoa com destemor.

-------------------------*-------------------------


sábado, 6 de julho de 2013

O Mito de Aracne

#ADM Poseidon

Aracne era uma blea moça, filha de um tintureiro de lã, na cidade de Colonon. Sendo filha de quem era, desde cedo acostumara-se a bordar e tecer, revelando um talento inato para essa arte. À medida que Aracne foi tornando-se adulta, sua arte também mais e mais se aperfeiçoava, de tal sorte que logo seus trabalhos eram disputados por todas as mulheres da cidade. Senhoras de outras localidades também acorriam, se se importar com a distância, desde que pudessem levar para casa algum trabalho saído das mãos da estraordinária artesã.

  - Bordado é o da Aracne, o resto é bobagem - diziam as moças, que saíam da casa da talentosa jovem com suas peças estendidas, admirando à luz do sol o tom diversamente colorido dos bordados e das tramas.

Um dia, Ártemis, que ficara sabendo do assunto pelas ninfas, levou-o ao conhecimento de Atena.

  - Atena, acho que finalmente você encontrou uma rival à altura - disse Ártemis, com um tom de ironia.

Ora, deuses e deusas não suportavam que lhes falem nesse tom, ainda mais quando um de seus atributos é posto em dúvida. A deusa, considerada a protetora das obreiras e dos artesãos, não admitia que uma reles mortal pudesse sequer emparelhar com as suas obras, respeitadas em todo o Olimpo.

  - Quem é mesmo essa fulana?  - disse Atena, com a voz repassada de inveja.
  - Aracne é o seu nome - respondeu Ártemis, que sob o pretexto de fazer um favor saboreava, na verdade, o despeito da outra.

No mesmo dia, Atena decidiu apresentar-se diante da rival e ver se realmente ela era tudo aquilo que afirmavam. Metamorfoseando-se numa velha, a deusa rumou para o país onde vivia Aracne. Quando lá chegou, encontrou a artesã à beira de um regato, cercada por um exército de ninfas, que, deitadas sobre a relva, admiravam o seu magnífico trabalho.

  - Bom-dia, minha jovem! - disse, aproximando-se.
  - Bom-dia, minha senhora disse Aracne, sem desviar os olhos de seu imenso bordado..

"Ela é boa artesã, mesmo, a desgraçada!", pensou Atena e disse:

  - Que belo trabalho está fazendo! - exclamou Atena, apoiada a seu bordão, cujo elogio fingido escondia uma secreta admiração.
  - É o que todos dizem - falou Aracne, com um ar de presunção que irritou Atena.
  - Mas convém agradecer sempre a Atena este dom recebido - disse a velha.
  - Ora, e que méritos se devo exclusivamente a ela meu talento? - disse Aracne - Ela que cuide de seus bordados que eu cuido dos meus.

Um sussurro de espanto correu por entre as ninfas.

  - Oh, não diga isto! - disse a velha - Não percebe que é um ingratidão sem tamanho?
  - Vovó, por favor, me deixe trabalhar em paz - disse a jovem, pondo um fim na conversa.
  - É esta, então, a idéia que tem de mim, atrevida? - disse Atena, desfazendo-se do disfarce e surgindo em todo seu esplendor diante da tecelã e das ninfas, que recuaram, entre assustadas e reverentes.

Aracne, contudo, não demonstrou grande impressão e prosseguiu a bordar como se nada houvesse acontecido.

  - Olhe para mim, sua mal-agradecida! - bradou Atena.
  - Estou trabalhando, não está vendo? - disse Aracne, com maus modos.
  - Proponho, então, um desafio! - disse Atena, certa de que a vitória seria sua.
  - Diga lá! - respondeu a moça, que não queria outra coisa senão medir-se com a prórpia deusa dos trabalhos manuais.
  - Vamos ninfas ociosas, tragam toda lã que puderem encontrar e a depositem aqui, em partes idguais, a nossos pés - ordenou Atena.

As duas mostravam-se extremamente arrogantes. Não se podia saber qual seria a vencedora daquele empolgante confronto. Ao sinal da deusa, as duas começaram a trabalhar. Os dedos ágeis desfiavam a lã e a colocavam rapidamente sob os pentes do tear que tinham à frente. Os fios deslizavam, esticados ao máximo, parecendo as cordas afinadas de um piano. Nem bem saíam da máquina e os dedos os capturavam, comprimindo-os sob as agulhas douradas.

Cada qual tinha aos joelhos uma grande tela, na qual deveriam bordar um grande tapete figurativo. Atena escolhera fazer o retrato de uma disputa que tivera com Poseidon, enquanto Aracne bordava magistralmente a cena do rapto de Europa por Zeus. Aos poucos, as figuras ganhavam formas nas armações quadradas que cada qual tinha diante de si. Os fios de diversas cores passavam pelos dedos das mulheres como os fios que tecem o arco-íris, misturando-se numa mesma maçaroca, mas saindo separados e uniformes sobre a tela.

  - Veja, a tela de Atena está mais bela - dizia uma ninfa, observando o trabalho da deusa, que começava a ganhar forma diante dos olhos de todas.

De fato, o mar, os peixes, o Deus Poseidon com seu tridente, tudo parecia adquirir vida própria, enquanto os dedos finos da deusa tramavam agilmente as linhas de diversas cores.

  - Não, o de Aracne é mais belo - disse outra ninfa, abaixando o tom de voz para não ofender a deusa.

O tapete de Aracne, com efeito, não ficava a dever nada ao da sua rival em matéria de cor, beleza e vivacidade. Todas podiam ver aos poucos o alvo touro que raptara Europa ganhar forma sob as costuras. O alvo fio ia desenhando o contorno da bela jovem com tal perfeição que ela parecia estar viva e prestes a sair do tapete: seus pés erguiam-se a poucos centímetros da água de um anil perfeito, por sobre a qual era levada pelo animal. À medida que as duas finalizavam o trabalho, a ansiedade e a expectativa das ninfas tornavam-se quase insuportáveis. De repente, Atena pôs-se em pé, com um grito de triunfo:

  - Pronto, amadora, apresente também o seu trabalho!

Aracne, dando um último nó em seu bordado, ergueu-o desafiadoramente.

  - Que as ninfas julguem com imparcialidade! - disse, encarando a rival. Atena, arrebatando o tapete das mãos de Aracne, comeu-o com os olhos.

Enquanto o estudava, procurava com ele ocultar o próprio rosto, a fim de que as demais não vissem a admiração estampada na sua face. "Maldita! Seu trabalho, tenho de reconhecer, é levemente superior ao meu!", pensou a deusa. Temendo, porém, que as julgadoras chegassem à mesma conclusão, Atena perdeu a cabeça e fez em pedaços o belo tapete, mostrando que não admitiria sofre uma humilhação.

  - Oh, como você é cruel e injusta! - disse Aracne, tomada pela ira. Em seguida, rasgou também o trabalho da rival, sapateando em cima.
  - Veja o que restou de seu horrível bordado - disse, arreganhando os dentes para a deusa.

Isto foi demais para a paciência de Atena, que não podia admitir tamanha afronta de uma reles mortal. Erguendo sua mão sobre a cabeça de Aracne, rogou-lhe uma praga terrível. A moça, que ainda estava sob o efeito da cólera, não sentiu a princípio que seu corpo encolhia até transformar-se numa bola negra. Depois, de seus flancos saíram várias pernas cabeludas, o que encheu de horror as ninfas, que se lançaram à água, temerosas de que a deusa resolvesse puni-las também. Tomando em suas mãos a asquerosa criatura, Atena pendurou-a em um galho.

  - Veja, aí está o prêmio da sua arrogância! - disse a deusa, com uma risada de escárnio.

Já ia dando as costas para se retirar, quando percebeu um ruído vindo da árvore. Voltou-se e viu que a criatura negra movimentava suas pernas com extraordinária agilidade, costurando um manto com uma seda extremamente fina que retirava de seu dorso abaulado. Aos poucos Atena viu surgir diante dela um magnífico bordado circular, que excedia a tudo que ela antes já fizera, como se Aracne, mesmo sob aquela odiosa forma, tivesse se tornado ainda mais talentosa com seus diversos braços.

Atena, reconhecendo-se finalmente derrotada, partiu correndo do maldito bosque, até seu conforto no Olimpo.

Hades

#ADM Kratos



Hades, deus do mundo submundo (ou inferno para muitos) da mitologia grega, filho de Cronos e Réia, irmão de Zeus, Poseidon, Héstia, Demeter e Hera. Era casado com Perséfone, que raptou do mundo superior, para ter como sua rainha. Este mito ficou muito conhecido como o rapto de Cora (Perséfone para os Romanos). Ele a traiu duas vezes, uma quando teve um caso com a ninfa do Cócito e também quando se apaixonou por Leuce, filha do Oceano.


Hades and Persephone - the-olympians Fan Art

Hades dominava o reino dos mortos, um lugar onde só Há tristeza e sofrimento. Conseguiu esse domínio através de uma luta contra os Titãs, que Zeus, Poseidon e ele venceram. Assim Zeus ficou com o céu eo ar, Poseidon ficou com o domínio dos mares e Hades com o domínio do Submundo.
Era um deus quieto e seu eu nome quase nunca era pronunciado, pois tinham medo. Um deus muito temido, pois no seu mundo sempre havia espaço para as almas. O Submundo era dividido em duas partes: o Érebo onde as almas ficavam para ser julgadas para receber seus castigos ou então suas recompensas; e também a parte do Tártaro que era a mais profunda região onde os titãs ficavam aprisionados. Hades era o juiz do tribunal, era ele que dava a sentença dos julgamentos.


Além das sombras e almas encontradas em seus domínios, era também cuidadosamente vigiado por Cérbero, que era seu cão de três cabeças e cauda de Dragão. Hades era conhecido como hospitaleiro, pois nos seus domínios sempre tinha lugar para mais uma alma. O deus quase nunca deixava seus domínios para se preocupar com assuntos do mundo superior ou terrenos, fez isso duas vezes quando foi raptar sua esposa e a outra quando foi para o Olimpo se curar de uma ferida feita por Hércules.

Legenda: Hades Leva Sempre Consigo O Garfo (Uma das Três Partes da Lança de Trium) e a Mascara (Artefato que lhe dava o poder de ficar invisível ao olhar dos outros).

Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem morto, mas fez isso poucas vezes e a maioria delas foi a pedido de sua esposa. Também conhecido como o Invisível, pois com a ajuda do seu capacete que o protege de todos os olhares. Este capacete também foi usado por heróis como Perseu.
Porém, ao contrário do que muitas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte e sim o da vida pós-morte, ele comanda as almas depois que as pessoas morrem. Apenas Ares e Tânatos são responsáveis pela morte.

(Hades por ser o deus do submundo as vezes é visto como vilão da historia, mas ele é como seus irmãos Zeus e Poseidon... Apenas foi influenciado pela vida de senhor do inferno, tendo que ser justo mas impiedoso em seus julgamentos...)

Dionísio

#ADM Poseidon

Dionísio (ou Dioniso, ou Baco para os romanos) era o Deus greco-romano do vinho, da insânia, festas, ciclos vitais e, o mais chamativo, dos "bêbados". Filho de Zeus e da princesa Semele. Ele é o único Deus Olimpiano filho de um mortal. No certo, ele era um semi-deus.

Dionísio era conhecido com muitos nomes. Entre eles Dendrites, Bromios, Lesbos Enorches (ou apenas Enorches), e Eleutherios.

Zeus engravidou Sêmele, sem o conhecimento de Hera, e prometeu a Sêmele que esta poderia pedir o que quisesse; enganada por Hera, ela pediu que Zeus se mostrasse a ela na sua forma real, como ele se mostrava para Hera. Sem poder recusar, Zeus aparece em uma carruagem de raios e trovões, e Sêmele morre, pelo motivo de que seus olhos mortais não suportam a luz divina; Zeus pega o bebê prematuro de seis meses, e o cria na sua coxa. As irmãs de Sêmele, porém, disseram que ela tinha engravidado de um mortal, falsamente acusando Zeus de tê-la assassinado com um raio (sempre né).


Os ritos religiosos dedicados a Dioniso eram conhecidos como os Mistérios Dionisíacos. Esses cultos eram fartos de vinho (irônico, não?). Acredita-se que a maioria de seus adoradores eram estrangeiros e "intrusos", pois, como um Deus dos ciclos vitais, pediam a ele tempo de vida para aproveitar o que foi perdido em trabalho escravo. Alguns de seus adoradores entravam em tipo de transe (pode considerar como uma possessão se preferir), e se movimentavam ao ritmo de alguma melodia.

O Teatro teve muita influência sobre este Deus. Ele possuía o que poderíamos chamar de "sede teatral" na acrópole de Atenas, com lugares suficientes para 17.000 pessoas. Eram também o que chamavam de Festival de Dionísio. Um nome bem conhecido de uma peça da época, é Dionisía Urbana. Foi sugerido que cada herói trágico que sofre e morre em palco aquando do grande festival dramático de Atenas, é de facto o próprio Dioniso a ser morto. Também se propôs que o enredo do sacrifício fosse o enredo original da tragédia, e que o festival de Dionísia honrava Dioniso ao reproduzir a sua morte.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Héstia

#ADM Poseidon



Héstia, ou Vesta para os romanos, é a deusa dos laços familiares (muitos pensam "para que uma deusa diminutiva assim vive no Olimpo?")

Filha de Cronos e Reia, naturalmente irmã de Zeus, Hades e Poseidon (acredito que por isso ela vive no Olimpo). Por ter jurado virgindade a seus irmão perante a Zeus, ela ganhou a honra de ser venerada e adorada em todos os tipos de lares e famílias. Simbolizada pelo fogo da lareira. 

Embora não apareça com frequência nas histórias mitológicas, era admirada por todos os deuses. Era a personificação da moradia estável, onde as pessoas se reuniam para orar e oferecer sacrifícios aos deuses. Era adorada como protetora das cidades, das famílias e das colônias.

Cada peregrino que chegava a uma cidade, primeiro fazia um sacrifício à Héstia. Seu culto era muito simples: na família, era presidido pelo pai ou pela mãe Era representada como uma mulher jovem, com uma larga túnica e um véu sobre a cabeça e sobre os ombros. Havia imagens nas suas principais cidades, mas sua figura severa e simples não ofereceu muito material para os artistas.

Não podia ser encontrada no Monte Olimpo, e não fez nenhum protesto quando Dionísio, deus do vinho, cresceu em proeminência e a substituiu como uma das doze. Por não tomar parte nos romances e guerras que então ocupavam a mitologia grega, é a menos conhecida dos principais deuses e deusas gregas. Contudo, foi grandemente honrada, recebendo as melhores ofertas feitas pelos mortais aos deuses. Desistiu do seu lugar e foi acender a lareira para que o novo deus do êxtase e do vinho, Dioniso, pudesse sentar-se no trono.


Pártenon

#ADM Poseidon


O Pártenon (usado também sem o acento [Partenon] ou Partenão) foi um dos grandes templos da deusa greco-romana Atena, construído por volta de 447 a.C. na acrópole de Atenas, e inaugurado 432 a.C. Uma das mais conhecidas construções gregas antigas. Suas esculturas influenciaram em muitas estruturas futuras. O nome "Pártenon" deriva da estátua monumental Atena Partenos, que se encontra no salão leste da construção.

Foi construído com o intuito de substituir um antigo templo, desta mesma deusa, que foi ao chão graças a uma invasão persa. Como a maioria dos templos gregos, era usado como tesouraria (um gigante "cofrinho", pra quem preferir) onde se juntava moedas e metais preciosos da região para o futuro império ateniense.

O templo foi feito para "adorarem" (rezarem, para ser mais específico) a deusa Atena. Como a maioria sabe, Atena e Poseidon tiveram uma possível luta que decidiria o nome da cidade. E, por um voto a mais, Atena venceu. Há relatos que dizem, se Poseidon houvesse ganho, a então Atenas se chamaria Poseidia. Por esse motivo, o templo era usado para adorar a Atena.




De acordo com estudos realizados, o templo de mármore branco era originalmente pintado de maneira chamativa, nas cores vermelho, azul e ouro. Na chamada “sala de adoração”, havia uma imagem de Atena, de madeira, com acabamento de marfim e ouro de aproximadamente 10 m de altura, decorada com braceletes, enfeites e outros elementos decorativos; os olhos eram feitos de pedras preciosas e no seu peito estava a cabeça de uma das górgonas (monstros da mitologia grega) em marfim.

Medidas pelo topo dos degraus, as medidas da base do Partenon são 69.5 x 30.9 metros. Os pilares tem 29,8 x 19,2 metros, com duas fileiras de colunas internamente, para suportar o telhado. No exterior, as colunas dóricas tem 1,8 x 10,4 metros. As colunas do canto são ligeiramente maiores no diâmetro. Se prolongamos a direção das colunas, veremos que elas se encontrariam num ponto congruente a cerca de mil e seiscentos metros de altura da base, não sendo aprumadas como parecem. Especula-se que as dimensões do edifício expressem a razão dourada, proposta por Pitágoras no século anterior. Esta cercado por uma colunata em octoestilo dórico, com oito colunas frontais em vez de seis como era costume na época, e dezessete de cada lado perfazendo um total de 46 colunas, se diminuirmos as comuns entre as fachadas e as laterais.

-----------------------------------------------------------------------



segunda-feira, 1 de julho de 2013

Ártemis

#ADM Poseidon




Ártemis ou Artemisa (grego Άρτεμις) é a deusa da caça na mitologia grega. É também a deusa do deserto, dos animais selvagens e da fertilidade (ela se tornou uma deusa da fertilidade e do parto, principalmente nas cidades). É filha de Leto e Zeus, e a irmã gêmea de Apolo. Ela é muitas vezes representada com um símbolo da lua crescente acima da testa e às vezes era identificada com Selene e Hécate (deusas ligadas à lua). Ártemis pertenceu ao grupo dos 12 Deuses Olímpicos e é uma deusa virgem. Sua vocação principal era vagar florestas de montanhas e terras não cultivadas com suas ninfas, que a ajudavam a caçar leões, panteras, corças e veados. E contraditoriamente à tarde, ela ajudava a proteger e cuidar de seu bem-estar, também sua segurança e reprodução. Ela estava sempre armada com um arco e flechas, os quais foram feitos pelo deus Hefesto e os ciclopes. Sua correspondente romana é Diana.

Nascimento

Ártemis nasceu um dia antes de seu irmão Apolo. Sua mãe deu à luz na ilha de Ortygia, então, quase imediatamente após seu nascimento, ela ajudou a mãe a cruzar o estreito sobre a ilha de Delos, onde então nasceu Apolo. Este foi o início de seu papel de guardiã das crianças e padroeira das mulheres no parto. Sendo uma deusa de contradições, ela era a protetora das mulheres em trabalho de parto, mas foi dito que as setas de Ártemis traziam morte súbita durante o parto. Assim como seu irmão, Apolo, Ártemis era uma divindade de cura, mas também trazia e espalhava doenças como a raiva, lepra e até mesmo gota. 


Sendo associada à castidade, Ártemis em uma idade precoce (em uma lenda que ela tinha três anos de idade) pediu a seu pai, o grande deus Zeus, para conceder-lhe a virgindade eterna. Além disso, todas as suas companheiras eram virgens. Ártemis era muito protetora de sua pureza, e punia gravemente qualquer homem que tentasse desonrá-la de qualquer forma. 

Actéon, enquanto caçava, acidentalmente veio sobre Ártemis e suas ninfas, que tomavam banho nuas em uma piscina isolada. Ao vê-las em toda a sua beleza despidas, Actéon parou atordoado e olhou para elas, mas quando Ártemis o viu, o transformou automaticamente em um veado. Então, irritada com desgosto, ela colocou seus próprios cães contra ele. Eles perseguiram e mataram o que pensavam que fosse outro veado, mas era seu mestre. 



O mesmo acontece com Órion, um gigante e um grande caçador, existem várias lendas que contam de sua morte, uma delas envolvendo Ártemis. Diz-se que ele tentou estuprar a deusa virgem, e por isso ela o matou com seu arco e flechas. Outra diz que ela conjurou um escorpião que matou Órion e seu cão. Órion se tornou uma constelação no céu noturno, e seu cachorro se tornou Sirius, a estrela do cão. No entanto, outra versão diz que foi o escorpião que o picou e foi transformado em constelação junto com Órion, formando a constelação de Escorpião.


Ártemis ficou furiosa quando uma de suas ninfas, Calisto, permitiu que Zeus a seduzisse, mas o grande deus se aproximou dela em um de seus disfarces, ele veio na forma de Ártemis.  A ninfa jovem foi involuntariamente enganada, e ela deu à luz Arcas, o antepassado do árcades, mas Ártemis não mostrou misericórdia e transformou-a em um urso. Ela, então, atirou nela e a matou. Como Órion, ela foi enviada para os céus, e se tornou a constelação da Ursa Maior (que também é conhecida como "o Arado"). 

Ártemis era muito possessiva. Ela mostrava sua ira para qualquer um que desobedecesse seus desejos, especialmente contra seus animais sagrados. A ira de Ártemis caiu até mesmo sobre o grande herói Agamenon, quando ele matou um veado em seu bosque sagrado. Seu castigo veio quando seus navios passaram por uma calmaria, enquanto ele fazia o seu caminho para cercar Tróia. Sem ventos para navegar com seus navios, lhe foi dito pelo vidente Calcas que a única maneira de Ártemis trazer de volta os ventos era ele sacrificar sua filha Ephigênia. Algumas versões dizem que ele sacrificou Ephigênia, outras que Ártemis colocou um cervo em seu lugar, e levou Ephigênia para a terra de Tauri (Criméia), como uma sacerdotisa, para preparar estranhos para o sacrifício a Ártemis . 


Ártemis, junto com seu irmão gêmeo, Apolo, condenou à morte os filhos de Niobe. A razão é que Niobe, uma mera mortal, havia dito ao Leto, a mãe dos gêmeos divinos, que ela deu a luz a mais crianças, o que deve fazê-la superior a Leto. Apolo ficou indignado com tal insulto a sua mãe e informou a Ártemis o fato. Os deuses gêmeos então caçaram os filhos de Níobe um por um, atirando-lhes com os seus arcos e flechas; Apolo matou os meninos e as meninas Ártemis.


Ártemis era adorada na maioria das cidades gregas, mas apenas como uma divindade secundária. No entanto, para os gregos na Ásia Menor (Turquia moderna), ela era uma divindade de destaque. Em Éfeso, uma cidade principal da Ásia Menor, um grande templo foi construído em sua honra, que se tornou uma das "Sete Maravilhas do Mundo Antigo". Mas em Éfeso era adorada principalmente como uma deusa da fertilidade, e foi identificada com a deusa Cibele, mãe de terras orientais. As estátuas do culto de Ártemis em Éfeso diferem muito das da Grécia continental, enquanto que ela é representada como uma caçadora com seu arco e flechas. Aquelas encontradas em Éfeso mostram ela no estilo oriental, de pé com nós numerosos em seu peito. Há muitas teorias sobre o que eles representam. Alguns dizem que são os seios, outros que são testículos de touros que foram sacrificados para ela. Qual é a verdadeira interpretação permanece incerto, mas todas representam a fertilidade.

Entre os epítetos dados a Ártemis são: Potnia Theron (amante de animais selvagens), este título foi mencionado pelo poeta Homero; Kourotrophos (enfermeira da juventude); Locheia (auxiliar no parto); Agrotera (caçadora) e Cynthia (retirado sua cidade natal, no Monte Cynthus em Delos). Quando jovens meninas chegavam a puberdade, elas eram iniciadas no seu culto, mas quando elas decidiam se casar, o que Artemis não era contra, elas eram convidadas a colocar na frente do altar toda a parafernália de sua virgindade, brinquedos, bonecas e mechas de seu cabelo, então elas deixavam o domínio da casta deusa .